Como gente grande...
Seria bom que crescer fosse assumir papéis previamente conhecidos. Que pudéssemos visualizar nosso desempenho no futuro e só então, ‘vestir roupa de gente grande’...
Não saberia dizer ao certo quando comecei a me dar conta do 'tudo' que não consegui abraçar... Ao mesmo tempo me surpreendo pelo (tanto) que sou capaz.
Entre experiências com erros e acertos e que agora parecem ter sido tão breves quanto o tempo que dura um suspiro, não ouvi o 'viveram felizes para sempre', por exemplo...
O príncipe dos contos de fada, forte, viril, num magnífico cavalo branco, descobri que ele nem sempre aparece. As vezes ele não vem, rs. (E eu vivi cada uma dessas histórias quando criança).
Tenho registrado meus questionamentos, e nesse exercício começo a perceber fatos que até então não enxergara com clareza...
Nesse caso, descobri uma outra versão da história. A de que também posso ter as rédeas do meu próprio cavalo branco.
Eu sou a história da minha vida portanto meu happy end ainda estou escrevendo, todos os dias. Assim... Tudo pode e vai acontecendo.
Apesar dessa aparente modernidade no modo de pensar e de viver (solteira, independente, mãe de dois filhos, valente e frágil, teimosa e amável...rs), muitas vezes me pego sonhando com uma vida simples, descomplicada, um amor, flores na janela e uma cozinha que acolha quem mais chegar...
São os meus paradoxos, constatados e compartilhados.
Christin@


















Escrito por Chris às 20h58


